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Ucrânia: nova iniciativa de paz em Berlim após retoma dos combates no leste do país

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Ucrânia: nova iniciativa de paz em Berlim após retoma dos combates no leste do país

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A Ucrânia retomou a ofensiva militar contra os grupos separatistas no leste do país, esta terça-feira, depois de pôr fim a uma trégua de 11 dias.

Vários tiros de morteiro atingiram a cidade de Kramatorsk, nos arredores de Donetsk, provocando pelo menos seis mortos e cinco feridos, segundo os separatistas, alegadamente passageiros de um autocarro atingido pelos disparos.

Os combates prosseguiam esta noite em várias cidades do leste, depois do exército ucraniano ter afirmado ter recuperado o controlo de um posto fronteiriço em Dovjanski, na região de Luhansk.

O reacender do conflito coincide com uma nova ronda de discussões entre a diplomacia russa e ucraniana, em Berlim, esta quarta-feira, que deverá abordar a possibilidade de retomar o cessar-fogo.

O presidente russo, Vladimir Putin, criticou a decisão do presidente ucraniano de retomar a ofensiva, afirmando que, “nem eu nem os meus colegas europeus fomos capazes de convencê-lo de que a guerra não pode ser a única via para uma paz sólida e duradoura”.

A ameaça de uma terceira vaga de sanções europeias continua a pesar sobre Moscovo depois de um ultimato de Bruxelas ter expirado no final do mês.

O analista político ucraniano Volodymyr Fesenko justifica a posição de Kiev de retomar a ofensiva, “trata-se de uma chantagem por parte da Ucrânia que recorre à mesma tática da Rússia, quando a paz não é o objetivo de Moscovo nem dos separatistas. Eles apenas utilizaram a trégua como tática para ganhar tempo”.

Um grupo armado atacou ontem um edificio do ministério do Interior em Donetsk, alegadamente para libertar vários rebeldes detidos pelas autoridades.

O líder do governo rebelde de Donetsk afirmou esta noite estar disposto a continuar as negociações com vista a um novo cessar fogo, mas só “quando as tropas ucranianas retirarem do território”,
afirmou o “primeiro-ministro” do executivo, Alexander Boroday, citado pela agência russa Interfax.

Kiev afirma querer abrir nos próximos dias um corredor humanitário para permitir que a população civil possa sair das zonas onde decorrem os combates.