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BCE revela pormenores dos empréstimos aos bancos

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BCE revela pormenores dos empréstimos aos bancos

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O Banco Central Europeu (BCE) decide ficar quieto por agora, mas está pronto a imprimir dinheiro no futuro para fazer subir a inflação.

Enquanto espera para ver os efeitos das últimas medidas, a instituição manteve a taxa de juro de referência nos 0,15% e a taxa de depósito negativa de 0,10%, ou seja, cobra aos bancos pelos depósitos feitos na instituição.

Em junho, a inflação na zona euro situou-se nos 0,5%. Neste cenário, o presidente do BCE, Mario Draghi, adianta: “A taxa anual inflação deverá manter-se baixa nos próximos meses. O Conselho de Governadores é unânime no compromisso de usar também instrumentos não convencionais, no quadro do seu mandato, se for necessário para responder no futuro aos riscos de um período prolongado de inflação baixa”.

O BCE divulgou também pormenores do programa de empréstimos a longo prazo aos bancos, anunciado em junho.

Está pronto a conceder até um bilião de euros, em duas operações marcadas para 18 de setembro e 11 de dezembro. Mas ao contrário do que aconteceu em 2011-2012, o acesso ao dinheiro está condicionado.

Os bancos têm de conceder crédito às famílias e empresas. É a taxa de crédito concedido que determina o montante a que têm acesso e as taxas de juro que terão de pagar.

No final do encontro, esta quinta-feira, o BCE anunciou também que, a partir de janeiro de 2015, as reuniões passam a realizar-se todas as seis semanas, em vez das atuais quatro. A instituição passa também a publicar as minutas das reuniões, à semelhança do Banco de Inglaterra e da Reserva Federal norte-americana.