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Curdistão iraquiano inicia processo para a independência .. e divisão

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Curdistão iraquiano inicia processo para a independência .. e divisão

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A região do Curdistão, no Iraque, quer organizar um referendo à independência, apesar dos avisos do governo de al-Maliki sobre a impossibilidade de secessão, não autorizada constitucionalmente. Mas o processo está em marcha.

Os curdos, determinados como o manifestante que ouvimos, reclamam um Estado curdo independente e estão prontos para sacrificarem tudo pelo seu país.

Na quinta-feira, o presidente curdo iraquiano, Massoud Barzani, fez a petição formal ao parlamento, para organizar o refrendo, o que suscitou críticas dos norte-americanos, num momento em que a comunidade internacional incita os dirigentes iraquianos a unirem-se face à ofensiva dos rebeldes sunitas.

O plano de Barzani responde a uma política de factos consumados, já que o país está dividido e que a “a independência é um dioreito dos curdos”.

Massoud Barzani pediu aos deputados para prepararem a organização do referendo porque a região aspira à independência há dezenas de anos. Afirmou que o fazia “para reforçar a posição curda e porque constitui uma arma política potente”.

Os “Peshmergas”, conhecidos como milícia da região curda, seriam um pilar deste Estado hipotético. As unidades das mulheres têm uma longa tradição nas forças armadas, que nunca quis integrá-las no exército iraquiano.

“Talvez os homens estejam prontos para o combate, mas eu sinto-me melhor preparada do que eles. No que me diz respeito, como mulher, estou muito bem treinada para ir para a frente e combater o Grupo do Estado islâmico.”

Mais do que nunca, o Iraque está à beira do colapso político e social: a primeira sessão parlamentar, depois das eleições mostrou divisões da comunidade. A insistência do primeiro-ministro, al-Maliki, para permanecer no cargo fez com que os deputados curdos e sunitas saissem dos lugares aos gritos.