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Árabes de Jerusalém sentem-se inseguros

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Árabes de Jerusalém sentem-se inseguros

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O rapto e assassínio em Jerusalém Oriental de Mohammad Abou Khdeir, um palestiniano de 16 anos, causaram revolta e originou um clima de insegurança nos bairros árabes, nomeadamente em Chouafat, onde vivia. Segundo os habitantes locais, o policiamento é quase inexistente.

“Não nos sentimos em segurança e vamos protestar. Não nos vamos calar. Como mãe, se pudesse, dava cabo deles com as minhas mãos. Não queremos que eles venham para os nossos bairros”, disse uma parente do jovem.

Segundo os primeiros relatórios da autópsia divulgados este sábado, Mohammad Abou Khdeir foi queimado vivo.

O jovem foi sequestrado na terça-feira, em Chouafat, e o cadáver, inteiramente calcinado, foi encontrado no dia seguinte perto de uma floresta na parte oeste da cidade.

“Há laxismo da parte dos serviços de segurança israelitas na detenção dos culpados, apesar de conhecerem a identidade deles saberem qual o carro utilizado no rapto”, afirmou um tio de Mohammad.

Os protestos e a violência arrastaram-se a três outras localidades árabe-israelitas no centro e nordeste de Israel.

“Os palestinianos defendem um direito legítimo. É a terra da Palestina e têm o direito de defender a terra deles. Nós em Jerusalém só temos pedras para nos defendermos. Não temos armas nem nada para nos defendermos”, argumentou um padeiro palestiniano.

Durante três dias de confrontos com a polícia, as duas estações do metro de superfície que passa no bairro foram completamente destruídas.

“Esta linha liga o centro de Jerusalém com os colonatos a norte passando por vários bairros árabes. O município apresentou-a como um projeto unificador, mas os distúrbios dos últimos três dias mostram que essa união só existe no papel”, sublinhou Luis Carballo, da Euronews, em Jerusalém.