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Uma cadeira de rodas guiada pelo olhar


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Uma cadeira de rodas guiada pelo olhar

Cientistas britânicos criaram um sistema que permite guiar uma cadeira de rodas graças ao olhar.

A investigação foi desenvolvida no Imperial College em Londres. De acordo com os investigadores, a nova tecnologia é barata e fácil de usar.

Duas câmaras detetam o movimento dos olhos. A informação é enviada para um computador portátil. O processo é praticamente instantâneo.

“Os olhos não são apenas uma janela da alma, são também a janela das nossas intenções. Se queremos ir apara dado sítio, vou olhar nessa direção de determinada forma. É possível criar um sistema informático que descodifica o movimento dos olhos. Observamos o movimento dos olhos com um detetor. Tentamos compreender o movimento, o computador interpreta esse comando e conduz a cadeira de rodas”, explicou Aldo Faisal, responsável pelo projeto.

Uma aplicação similar foi desenvolvida no Instituto Politécnico da Guarda em 2010.
O sistema recorre a uma câmara de alta definição e uma aplicação informática que determina a direção do olhar do utilizador que permite controlar a cadeira de rodas.

A grande prioridade dos investigadores é garantir a segurança dos utilizadores.

“Os programas atuais de deteção de movimento usam um sistema baseado num ecrã, as pessoas têm de olhar para a localização no écran, o que é problemático. É um sistema simplista que distrai o utilizador do que está a acontecer à volta, o que aumenta o risco de não ver um obstáculo no caminho”, sublinhou Kirubin Pillay, estudante de doutoramento do Imperial College.

Para já, o sistema ainda não saiu do laboratório. A próxima etapa do projeto é realizar testes com pessoas com deficiência motora.

Em França, uma empresa criou um robô capaz de identificar emoções negativas e positivas. O robô chama-se Pepper e interpreta a expressões faciais.

O presidente da empresa, Bruno Maisonnier, sonha em criar a próxima geração de máquinas humanóides que criem laços com os seres humanos.

“Começamos a ter robôs capazes de saber se a pessoa tem emoções positivas ou negativas, já temos essas funções. Ele sabe se a pessoa está ou não contente. Mas uma coisa é não estar contente mas saber se está triste ou enervado é outra coisa, isso ele não sabe, só sabe se é positivo ou negativo, o que já abre muitas possibilidades. E pouco a pouco nós, internamente ou com a comunidade vamos aceder a conjunto mais vasto de emoções”, sublinhou o responsável.

Bruno Maisonnier está convencido de que o robô pode tornar-se no melhor amigo do homem.

“Há um laço que é criado, uma laço similar ao que se cria com os objetos. A grande questão é saber se podemos gostar de objetos porque um robô é um objeto é uma criatura particular mas é objeto. Podemos amá-lo? Podemos observar as crianças com os seus ursinhos, claro que é possível sentir emoções e gostar de objetos se houver uma história afetiva, uma vivência emocional comum”, acrescentou o responsável.

A empresa criou uma aplicação na Internet para que qualquer programador possa enriquecer as funcionalidades do Pepper.

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