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Investigadores apostam em teste para detetar Alzheimer mais cedo

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Investigadores apostam em teste para detetar Alzheimer mais cedo

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Os investigadores acreditam que um teste sanguíneo capaz de detetar a probabilidade de uma pessoa desenvolver Alzheimer deverá estar pronto dentro de alguns anos. Cerca de 35 milhões de pessoas em todo o mundo têm Alzheimer, a doença que ataca silenciosamente o cérebro mais de uma década antes dos sintomas aparecerem. Atualmente não existe cura.

Os investigadores do King’s College de Londres e da Universidade de Oxford dizem ter identificado certas proteínas no sangue que permitem detetar o início da doença em 87 por cento dos casos.

O objetivo é permitir o recurso à medicação o mais cedo possível para adiar ou até travar os danos no cérebro, como explica Simon Lovestone, do King’s College de Londres. “Um medicamento que funcionasse numa fase pré-clínica seria como uma forma de prevenção. Ir-se-ia ao médico, tomar-se-ia um medicamento e prevenir-se-iam os sintomas clínicos, mesmo se a doença já tivesse começado no seu cérebro”, descreve.

Entre 2002 e 2012, 99,6 por cento dos testes feitos para prevenir ou travar a doença não resultaram. O novo teste identifica dez proteínas chave no sangue dos pacientes com um défice cognitivo ligeiro e que poderá avançar para Alzheimer a médio prazo.

Porém, há ainda muito trabalho pela frente antes de se poder usar o teste para diagnosticar a doença e é preciso cautela com os testes, como avança Eric Karran, do centro de pesquisa de Alzheimer. “Há ‘falsos positivos’ que é quando o teste indica que há um problema ou que é provável que venha a ter Alzheimer, mas na realidade o teste está errado. Se fosse algo benigno, não seria um problema, mas sabemos que o Alzheimer é o diagnóstico que mais se teme atualmente”, diz.

Ainda assim, o teste continua a ser desenvolvido e a investigação tem feito progressos significativos no que toca ao tratamento da doença.