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Mundial 2014: Buenos Aires em festa e já há quem celebre o "tri" antes da final

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Mundial 2014: Buenos Aires em festa e já há quem celebre o "tri" antes da final

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Buenos Aires explodiu de alegria esta quarta-feira à noite, após a seleção de futebol de Leo Messi e dos “portugueses” Ezequiel Garay, Enzo Perez ter garantindo, diante da Holanda, a qualificação para a quinta final de um Mundial – a terceira consecutiva diante da Alemanha.

84 anos depois da final no primeiro Mundial no Uruguai, perdida diante da equipa da casa, a Argentina volta a apurar-se para o jogo decisivo do torneio de futebol mais importante do planeta e logo para a disputar no Brasil, um dos maiores rivais da “albiceleste” no quer toca à bola no pé e não só. Um feito – chegar à final – que os “canarinhos” falharam de forma clamorosa (derrota 1-7 diante dos alemães, na terça-feira), originando, logo aí, celebrações precoces por parte dos rivais sulamericanos.

Uma conhecida música escutada habitualmente nos estádios argentinos foi, aliás, adaptada para “picar” os brasileiros durante este Mundial. “Brasil, decime que se siente”, é uma das mais entoadas esta semana pelos adeptos da “albiceleste” e ameaça ser um foco de conflito, em especial no Rio de Janeiro, até à final de domingo. Será que os brasileiros vão ter poder de encaixe até lá? Ora escute um excerto do tema já a seguir.

Na capital argentina, entretanto, por onde andou uma equipa de reportagem da euronews, a celebração levou cor e música para as ruas. Ao contrário, do que se possa pensar não foi o tango a marcar o ritmo, mas, sim, um tom, claro, muito mais festivo.

O jogo foi visto pelos argentinos em cafés e praças públicas de Buenos Aires. As emoções estiveram ao rubro. Houve até lágrimas. A exibição de ambas as equipas foi algo insonsa, mas houve alguns sobressaltos de parte a parte. Com o aproximar dos penáltis, os nervos entre os argentinos aumentaram.

A noite de glória do guarda-redes do AS Monaco, Sergio Romero, libertou a pressão. O companheiro de clube de João Moutinho, Ricardo Carvalho e James Rodriguez defendeu dois remates dos onze metros, os de Ron Vlaar e de Wesley Sneijder, mas foi depois do quarto remate certeiro argentino, o de Maxi Rodriguez, que se deu a erupção de emoções.

Alguns argentinos nem sequer querem saber quem é o adversário e já sonham com o terceiro título mundial para a “albiceleste” – o primeiro após a era dourada de Diego Maradona. “Sinto-o na alma. Vamos Argentina, que já aí vem o nosso título”, disse-nos uma “hincha” (adepta), concluindo com uma provocação ao Brasil, que vai ter de ver de fora a presença da Argentina na final de domingo no Maracanã.

Há 24 anos, a Argentina ficou muito perto do “tri”. Mas a Alemanha de Matthaus e Klinsmann vingou então a derrota sofrida em 86, no México. Agora, porém, a Argentina tem nova chance de chegar ao título que ganhou pela primeira vez 1978, num Mundial que disputou em casa e no qual ainda não esteve Maradona porque o selecionador da altura não se deixou deslumbrar pelo então promissor “craque” Maradona e considerou que, aos 17 anos, “Dieguito” era ainda muito novo.

A correspondente da euronews em Buenos Aires diz que “a argentina está em festa”, mas, lembra, “ainda falta jogar contra a Alemanha, a seleção contra quem jogou as duas últimas finais disputadas”. “A primeira, em 86, a Argentina ganhou-a às costas de Maradona. Na segunda, em 1990, ainda com Maradona, perdeu-a com um golo de penálti de Andreas Brehme, aos 85 minutos de jogo. A verdade é que, depois de tantos anos, sem chegar à final, a ‘albiceleste’ e todos os argentinos já se sentem campeões”, concretiza Andrea Rua Espada, desde a capital da Argentina.