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"Raus": Alemanha expulsa chefe da CIA em Berlim

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"Raus": Alemanha expulsa chefe da CIA em Berlim

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Raus (Rua/Fora daqui). A Alemanha anunciou a expulsão do chefe da CIA em Berlim, uma medida rara entre aliados da NATO e que é o culminar de meses de um diferendo diplomático com Washington por causa de alegados casos de espionagem.

A gota de água, que levou Berlim a pedir ao representante dos serviços secretos norte-americanos na embaixada dos Estados Unidos para abandonar a Alemanha, foi a identificação de dois responsáveis alemães como suspeitos de espionagem a favor de Washington.

A Casa Branca não quer comentar o caso das “toupeiras” e limita-se a reiterar a “extrema importância” das relações com a Alemanha, apesar de “alguns desacordos em certas áreas”, referiu a porta-voz Jen Psaki.

Depois das revelações de Edward Snowden terem levantado a suspeita de escutas norte-americanas ao telemóvel da chanceler, o próprio Barack Obama foi à televisão pública alemã, em janeiro, dizer que tinha criado “uma diretiva presidencial que indica claramente o que se pode ou não fazer no que respeita a vigilância no estrangeiro”, garantindo que Merkel não tinha que ficar preocupada.

Mas, a descoberta de um alegado espião de Washington no ministério da Defesa, já depois da confissão de um agente duplo dos serviços secretos alemães – que admitiu ter passado documentos a um contacto norte-americano – levou Merkel a puxar as orelhas à Casa Branca:

“Do meu ponto de vista, espiar os aliados é uma perca de tempo. Temos já tantos problemas que penso que nos devíamos concentrar no que é importante. Estou convencida que mais confiança conduz a uma melhor segurança”, declarou a chanceler.

O gabinete de Merkel e a embaixada dos Estados Unidos estão separados por poucas centenas de metros, a Leste e Oeste de onde esteve o muro de Berlim, nos tempos da Guerra Fria, uma época em que este tipo de “desconfiança” podia fazer sentido. Mas “hoje, vivemos no século XXI. Hoje, as ameaças são completamente diferentes”, recordou Merkel.