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E à 6.ª noite Israel não descansou

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E à 6.ª noite Israel não descansou

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A única luz que se vê no conflito na Terra Santa continua a ser, como quase sempre, a das bombas. As vozes que exigem um cessar-fogo são abafadas pelo som das explosões.

Nas agências de notícias, as frases mais repetidas nos últimos dias são: “Foi a jornada mais sangrenta”, “o ataque mais mortífero”. Sábado não foi exceção:

Para eliminar o chefe da polícia do Hamas, Taysir Al Batsh, Israel matou perto de 20 pessoas. O saldo da jornada é de mais “pelo menos 54 palestinianos mortos”, segundo a AFP. Mais de centena e meia nas últimas seis noites.

O embaixador da Palestina nas Nações Unidas ainda acredita na “possibilidade de uma resolução”, se Israel não escutar o apelo para um regresso ao “acordo de cessar-fogo de novembro de 2012”. Mas, o máximo que o Conselho de Segurança da ONU conseguiu, após dois dias de intensas negociações, foi emitir um comunicado em que apela ao “fim da escalada da violência”.

O conflito entre Israel e o Hamas deverá ser discutido, hoje, pelos chefes da diplomacia do Reino Unido, Estados Unidos, França e Alemanha, à margem de uma cimeira em Viena sobre o nuclear iraniano.

A noite ficou ainda marcada por confrontos entre jovens palestinianos e as forças israelitas em Belém e Hebron, na Cisjordânia, mas também em Jerusalém Leste. Três pessoas terão sido feridas a tiro, segundo fontes palestinianas.

As sirenes voltaram a soar em Telavive. O Hamas lançou, pela primeira vez mísseis, de longo alcance sobre a cidade. Os projéteis foram intercetados pelo sistema de defesa antiaérea “Cúpula de Ferro”.

Centenas de veículos militares e cerca de 30 mil reservistas israelitas estão a postos para uma eventual ofensiva terrestre em Gaza, que poderá arrancar já este domingo. Nesse sentido, o Tzahal disse à população palestiniana para abandonar algumas zonas no norte da Faixa de Gaza.