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Gaza: o dia mais sangrento

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Gaza: o dia mais sangrento

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Gaza viveu, este sábado, o dia mais sangrento desde o início da ofensiva israelita batizada “margem protetora”.

Pelo menos 56 pessoas morreram depois da aviação israelita ter visado várias bases do Hamas, alegadamente situadas em zonas civis.

Os ataques provocaram pelo menos cinquenta feridos em várias zonas do território, grande parte dos quais se encontra em estado crítico.

Segundo um relatório da agência humanitária da ONU, desde o início da ofensiva israelita, pelo menos 70% das vítimas são civis e 21% menores. Israel retorque afirmando que o Hamas se preparou para este cenário, desde o fim da guerra de 2012, construíndo bases subterrâneas em zonas civis.

O ataque mais mortífero deste sábado visou o bairro de Tuffah, no leste de Gaza, provocando vinte mortos, depois de vários mísseis atingirem a casa do chefe da polícia de Gaza e uma mesquita nos arredores.

Outros dois ataques visaram a casa da irmã do líder do Hamas, Ismael Hanieh, vitimando dois sobrinhos do responsável do movimento islamita.

Um terceiro ataque terá provocado vários feridos num centro médico de assistência a deficientes, segundo as autoridades de Gaza.

Os ataques ocorrem depois do Hamas ter lançado pela primeira vez vários mísseis de longo alcance J-80 sobre Telavive, interceptados pela defesa anti-aérea, tendo atingido pela primeira vez algumas zonas de Jerusalém e Hebron, sem provocar vítimas.

Em Gaza, mais de 4 mil pessoas terão procurado refúgio nas 28 escolas das Nações Unidas instaladas no território, num momento em que ONU alerta para uma penúria de espaço para acolher mais refugiados dos ataques.