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Nadine Gordimer: a pluma proibida do "apartheid" falece aos 90 anos

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Nadine Gordimer: a pluma proibida do "apartheid" falece aos 90 anos

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A escritora sul-africana Nadine Gordimer faleceu hoje em Joanesburgo aos 90 anos de idade.

A mais crítica cronista dos tempos do Apartheid, recompensada por um prémio Nobel da literatura em 1991, deixa uma obra marcada pela defesa da liberdade e a luta contra as discriminações.

Figura próxima do partido Congresso Nacional Africano de Nelson Mandela, Gordimer foi uma escritora proibida durante o regime de segregação racial do país.

A autora não tinha hesitado recentemente em criticar a “censura” praticada pelo atual presidente Jacob Zuma, aquando da aprovação de uma nova lei que limita a publicação de informação considerada sensível.

No seu último livro, publicado em 2012 – “O melhor tempo é o presente”, a escritora prosseguia o retrato crítico das desigualdades da sociedade do pós-apartheid, em paralelo à sua campanha de defesa dos doentes com SIDA.

Para a história da literatura sul-africana ficam obras “proibidas” como “Um mundo de estranhos”, ou a “Filha de Burger”, onde a autora fez estalar o verniz do Apartheid ao afirmar que “a verdadeira solidão” é “viver sem uma consciência social”.