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Acordo sobre o nuclear iraniano à beira de ser adiado em Viena

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Acordo sobre o nuclear iraniano à beira de ser adiado em Viena

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Seis meses de negociações em Viena podem não bastar para que o Irão chegue a um acordo com a comunidade internacional sobre o polémico programa nuclear. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano evocou, esta terça-feira, a possibilidade de uma extensão das discussões , quando o prazo inicialmente fixado para um possível acordo expira dentro de cinco dias.

Mohamed Zarif fez hoje o ponto da situação, “as negociações têm sido interessantes mas agora necessitamos de avanços políticos da parte de Washington para encontrar uma solução para chegar a um consenso que ponha fim à crise”.

Zarif tinha proposto ontem, numa entrevista à imprensa americana, a possibilidade de congelar o avanço do programa nuclear durante três a sete anos, sem renunciar ao projeto. Uma possibilidade descartada por Washington que exige que Teerão limite as suas atividades, nomeadamente diminuíndo o número de centrífugadoras nucleares em funcionamento.

O secretário de estado norte-americano, John Kerry, reconhece existirem avanços importantes, mas “continuam a existir grandes lacunas em temas chave. Deixámos claro que as 19 mil centrifugadoras do atual programa nuclear são demasiadas”.

E se, em público, a troca de acusações persiste, nos bastidores, fontes diplomáticas falam de avanços tímidos no rascunho de um acordo, em Viena, entre as cinco potências do Conselho de Segurança da ONU, a Alemanha e Teerão. Caberá agora a Washington a palavra final, sobre a extensão das negociações, quando os Estados Unidos continuam a duvidar dos objetivos pacíficos do programa nuclear iraniano.