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Defeito nos travões poderia estar na origem de acidente no metro de Moscovo

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Defeito nos travões poderia estar na origem de acidente no metro de Moscovo

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As autoridades russas abriram um inquérito ao acidente no metro de Moscovo, que provocou a morte de pelo menos 22 pessoas esta manhã.

As operações de resgate das vítimas terminaram na tarde desta terça-feira, num momento em que permanecem várias questões em aberto sobre as causas do descarrilamento de três carruagens, embora a hipótese de terrorismo tenha já sido descartada.

Numa mensagem ao país, o primeiro-ministro russo Dmitry Medvedev apresentou as condolências aos familiares das vítimas, anunciando indemnizações de entre 12 e 25 mil euros para os afetados.

Pelo menos 127 pessoas permanecem hospitalizadas após o acidente, 42 das quais em estado grave. Segundo as primeiras conclusões, uma quebra na tensão elétrica da linha poderia estar na origem do acidente. Os investigadores analisam igualmente a possibilidade de um problema de agulhagem, tendo detido pelo menos uma pessoa para interrogatório.

O jornal russo Gazeta.ru cita também um possível defeito de fabrico dos travões das novas carruagens que substituíram as composições da era soviética. Um problema técnico que, segundo o mesmo jornal, teria sido ocultado pela companhia Rusich, responsável pelo fabrico das novas carruagens.

Desde janeiro que se registaram 13 acidentes na linha de metro moscovita, dois dos quais mortais.

O presidente da câmara de Moscovo, Sergueï Sobianine, visitou esta tarde os feridos no hospital, tendo declarado um dia de luto na capital. Sobianine prometeu “punir de forma severa” os responsáveis do acidente.