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Mundial 2014: Scolari deixa "escrete" e Mourinho está na lista de sucessão

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Mundial 2014: Scolari deixa "escrete" e Mourinho está na lista de sucessão

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A saída de Scolari da liderança da seleção do Brasil ficou decidida no domingo e foi oficializada segunda-feira pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Os nomes apontados para a sucessão já começaram a circular e parecem apontar para um estrangeiro, com o português Jose Mourinho a surgir entre os mais desejados.

O atual treinador do Chelsea já assumiu contudo que apenas deverá assumir o desafio de orientar uma seleção daqui por uns largos anos. O português já recusou, inclusive, convites para treinar as equipas de Portugal e Inglaterra, esta última por alegada pressão da mulher, Matilde.

Para lá de Mourinho, também o holandês Louis Van Gaal surge em destaque nas preferências, mas o “timoneiro” da Holanda no recente Mundial acaba de assinar contrato com o Manchester United e dificilmente dará o dito por não dito aos “red devils” ingleses.

O espanhol Pep Guardiola chegou a estar perto de assumir a “canarinha” em 2012, mas acabou ultrapassado pelo “Sargentão”, que carregava a áurea do selecionador do “penta” – o último treinador campeão do Mundo pelo Brasil, título conquistado em 2002.

Depois do título no Mundial da Coreia e do Japão, Scolari assumiu os destinos da seleção de Portugal entre 2003 e 2008 (dois Europeus e um Mundial com a Equipa das Quinas), regressou, então, ao Brasil, em 2012. Objetivo: preparar a “canarinha” para o Mundial que o próprio país iria organizar e apontar ao sexto título de Campeão do Mundo, o “hexa”.

O “Sargentão” foi feliz até às meias-finais. Aí, depois de ter perdido a grande estrela Neymar, por lesão, no final do jogo dos quartos-de-final com o Chile, o Brasil acabou “atropelado” pela máquina alemã e com a maior derrota sofrida na história do “escrete”: 1-7.

A derrota (0-3) com a Holanda, no jogo para decidir o terceiro lugar, selou o destino da comissão técnica liderada por Scolari, apesar de algumas vozes oriundas da CBF que lhe garantiam confiança. O treinador, de 65 anos, colocou o lugar à disposição após a despedida desastrosa da “canarinha” ao Mundial e a decisão terá sido tomada domingo pela direção da Confederação, que, na segunda-feira, confirmou o divórcio.

“O técnico Luiz Felipe Scolari, como havia antecipado na ‘coletiva’ de sábado, e seus companheiros de comissão técnica entregaram seus cargos à diretoria da Confederação Brasileira de Futebol. O pedido de demissão foi aceito pelo presidente Marin”, lê-se na página oficial da CBF, na internet.

Ao todo, neste recente passagem pela “canarinha”, “Felipão” – outro dos nomes pelo qual é conhecido o antigo selecionador de Brasil e Portugal – orientou a equipa em 29 partidas: venceu 19 (um particular contra Portugal, 3-1, nos Estados Unidos), empatou 6 e perdeu 4. Pelo meio, conquistou ainda no verão do ano passado a Taça das Confederações.

Com a presidência da Confederação a passar de José Maria Marin para as mãos de Marco Polo em 2015, o problema da sucessão já começou a fazer correr tinta, claro. Algumas notícias da imprensa sul-americana garantem que o chileno Manuel Pellegrini, atualmente no Manchester City, de Inglaterra, já terá mesmo recusado um alegado convite que lhe foi dirigido logo no domingo para suceder a Scolari à frente do Brasil, cuja proxima competição é a Copa América 2015, que se realiza no Chile.