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Sucessão de Ashton divide governos europeus

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Sucessão de Ashton divide governos europeus

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Aprovada que está a nomeação de Jean-Claude Juncker como presidente da Comissão Europeia, há dois outros lugares de topo na administração europeia que falta preencher.

É preciso encontrar um sucessor para Herman van Rompuy como presidente permanente do Conselho Europeu e para Catherine Ashton como chefe da diplomacia europeia.

A atual ministra italiana dos Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, é uma das mais fortes candidatas para suceder a Ashton, mas nem todos os governos a veem com bons olhos: “A Itália tem uma relação muito próxima com Moscovo, com o governo de Putin, por isso há alguma oposição, pelo menos de quatro países”, diz o eurodeputado conservador britânico Charles Tannock.

Para o italiano Gianni Pittella, líder da bancada socialista no PE, “Federica tem o apoio, não só do governo italiano, como da maioria dos socialistas. Algumas críticas de que foi alvo nas últimas horas são infundadas, porque Mogherini é alguém com experiência e autoridade”.

O grupo socialista do Parlamento Europeu quer apresentar a candidatura de Mogherini e tentar obter uma maioria qualificada, como a que foi precisa para eleger Juncker.

Quanto ao outro lugar importante em jogo, o de presidente do Conselho, os líderes estão longe de encontrar um consenso. O tema vai, provavelmente, ser discutido noutra cimeira em setembro. Reportagem da enviada especial da euronews ao Parlamento Europeu, Margherita Sforza.