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A outra face do sonho norte-americano

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A outra face do sonho norte-americano

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Barack Obama quer facilitar o repatriamento das crianças da América Central que todos os dias entram, ilegalmente, nos Estados Unidos.

No início do mês, o presidente norte-americano pediu cerca de três mil milhões de euros ao Congresso para lidar com o problema. Uma verba destinada a reforçar a vigilância e a acelerar a assistência e o repatriamento.

A maioria dos emigrantes chega de países como a Guatemala, Honduras e El Salvador através do México.

O ativista e jornalista Jose Antonio Vargas já foi uma dessas crianças. Chegou aos Estados Unidos há 20 anos, mas continua a viver em situação ilegal.

A violência e a pobreza nos países de origem faz com que as crianças se continuem a aventurar. No entanto, para muitas o sonho termina antes, mesmo, de começar.

A “besta” ou “comboio da morte” como é conhecida a linha férrea de carga mexicana, utilizada pelos imigrantes está repleta de armadilhas.

Alvo de grupos de narcotráfico, estas crianças – que, por vezes, viajam sozinhas – correm o risco de ser violadas, raptados ou até mortas.

Perigos que não desencorajam os que procuram uma vida melhor. Senão vejamos, cerca de 60 mil crianças da América Central chegaram aos Estados Unidos desde outubro de 2013, ou seja, o dobro em relação a anos anteriores.