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Holanda responsabilizada por 300 mortes no massacre de Srebrenica

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Holanda responsabilizada por 300 mortes no massacre de Srebrenica

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Um tribunal de Haia responsabilizou o Estado holandês pela morte de 300 muçulmanos no massacre de Srebrenica, em julho de 1995, durante a guerra na Bósnia.

Segundo a instância, os “capacetes azuis” holandeses deviam ter protegido os homens e jovens muçulmanos que procuraram refúgio na base da missão da ONU em Potocari.

No anúncio do veredicto, a juíza Larissa Eldwin afirmou que “os ‘capacetes azuis’ holandeses agiram de forma ilegal, ao cooperarem com a deportação organizada pelos sérvios da Bósnia. É um dado adquirido que 300 homens que foram levados teriam ficado vivos se os ‘capacetes azuis’ holandeses tivessem agido de forma correta”.

Sob o comando do general Ratko Mladic, as forças sérvias da Bósnia mataram oito mil homens e jovens muçulmanos, naquele que é considerado o pior massacre na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

A decisão do tribunal de Haia poderá afetar o futuro das missões internacionais. O analista Nicholas Whyte diz que “é bastante interessante, porque significa que no futuro nenhuma força internacional de manutenção de paz poderá agir fora dos parâmetros da lei. Todos devem conhecer as consequências legais dos seus atos e das suas falhas”.

Os familiares das vítimas e sobreviventes pretendiam, no entanto, que a Holanda fosse responsabilizada pela totalidade das oito mil mortes. A decisão judicial foi anunciada cinco dias depois do décimo nono aniversário do massacre.