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Ucrânia: Famílias de soldados cercados no leste exigem ajuda ao Presidente

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Ucrânia: Famílias de soldados cercados no leste exigem ajuda ao Presidente

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Um grupo de familiares de soldados ucranianos que estão cercados por separatistas, no leste do país, junto à cidade fronteiriça de Izvarine, está em protesto em Kiev. O objetivo da manifestação é conseguir que o Presidente Petro Poroshenko tome medidas urgentes para ajudar as várias centenas de militares que compõem três brigadas ucranianas, que tomaram o controlo de alguns pontos estratégicos junto à fronteira com a Rússia, mas cujos pelotões acabaram cercados, sob ataque de vários lados. As munições e os alimentos, por exemplo, estão a esgotar-se, alertam estes familiares.

Os combates, na região de Luhansk, junto à fronteira com a Rússia, mantêm-se violentos. Os familiares temem pela vida dos soldados. É o caso de Marina: “Eu exijo que o meu marido e o pelotão dele recebam reforços. Eles estão metidos em trincheiras. Estão cercados. Por um lado, sob constantes ataques de lança-roquetes desde a Rússia e sem sítio para se esconderem. Pelo outro, por separatistas armados.”

A situação é de grande gravidade naquela região. A correspondente da euronews em Kiev, Marya Korenyuk, conseguiu, através de uma mãe preocupada, ouvir o relato via telefone de Volodymyr, um dos soldados ucranianos em perigo: “Eles estão a matar os nossos homens. Dizem-nos para estarmos prontos para um bombardeamento de artilharia. Estamos a ficar sem munições, sem combustível, sem comida…”

Na segunda-feira, um avião de transporte do exército da Ucrânia tentou, ao que tudo indica, levar algumas provisões para as três brigadas em combate na região de Luhansk. Terá sido abatido. Vinte militares seguiam a bordo e não há, até ver, qualquer notícia de sobreviventes.

Junto às famílias em protesto, na capital da Ucrânia, um elemento do gabinete de Poroshenko garantiu que o Governo está atento. “O Presidente da Ucrânia criou uma Comissão para resolver este problema e ele está a ser tratado. Mas há muita coisa – como a rotação dos soldados ou a ajuda militar – de que não posso falar diante de uma câmara.”

Yevhen Dobryak não pode falar, mas as famílias dos soldados cercados no leste e quase sem comida também não o querem ouvir. Elas querem falar, sim, com o próprio Petro Poroshenko. Uma comitiva do grupo dos familiares em protesto foi, entretanto, recebida no gabinete presidencial. Não se sabe, contudo, se terá conseguido falar mesmo com o próprio Presidente.