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Fecho das rotas no leste ucraniano afeta 1% dos voos europeus

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Fecho das rotas no leste ucraniano afeta 1% dos voos europeus

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A Eurocontrol encerrou totalmente o espaço aéreo no Leste da Ucrânia para a aviação civil, esta sexta-feira, no seguimento do incidente com o voo da Malaysia Airlines MH17, na zona do conflito armado.

A agência europeia de tráfego aéreo explicou que já tinham sido aprovadas algumas restrições recentemente, mas que o voo MH17 (a bordo do qual seguiam 298 pessoas e que se despenhou na quinta-feira) cumpriu as novas regras.

Brian Flynn, um dos gestores da Eurocontrol, disse à euronews que “desde 1 de julho, a maioria das rotas aéreas no Leste da Ucrânia estavam encerradas até aos 8 mil metros de altitude, e no dia 14 o limite foi aumentado para os 10 mil metros. O voo MH17 seguia acima dos 10 mil metros”.

Cerca de 25% das companhias aéreas que usam aquelas rotas começaram a fazer um desvio, há algum tempo, por precaução.

Mas mesmo com o encerramento total daquela região, apenas 1% do tráfego europeu será afetado.

“Os voos serão reencaminhados para rotas a Norte e a Sul do espaço aéreo em causa, o que irá aumentar a quantidade de voos na Polónia, na Bulgária, na Turquia”, disse aquele responsável da Eurocontrol.

“Mas não antevemos que tenha um impacto significativo tanto ao nível de atrasos para os passageiros, como ao nível do congestionamento no espaço aéreo. Podem verificar-se ligeiros atrasos, na ordem dos 5 a 10 minutos num voo de dez horas, mas não se espera que tenha um grande impacto”, garantiu Brian Flynn.

O avião (modelo Boeing 777) fazia a ligação entre Amesterdão (Holanda) e Kuala Lumpur (Malásia), tendo desaparecido dos radares da Ucrânia a uma altitude de 10 mil metros.

O incidente ocorreu na região oriental de Donetsk, perto da cidade de Shaktarsk, que é palco de combates entre forças governamentais ucranianas e rebeldes pró-russos.

Os serviços secretos norte-americanos disseram “acreditar fortemente” que o avião foi abatido por um míssil terra-ar, de origem ainda desconhecida.

O governo ucraniano disse que foi um “ato terrorista” dos rebeldes e acusou a Rússia de ter responsabilidades no caso, algo que o regime de Moscovo negou prontamente.