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Gaza sob fogo israelita ao 11.° dia da "Operação Margem Protetora"

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Gaza sob fogo israelita ao 11.° dia da "Operação Margem Protetora"

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Esta sexta-feira, Gaza continuava sob bombardeamentos israelitas e a câmara de televisão da agência noticiosa Associated Press escapou, por pouco a um dos projéteis.

Pelo menos 23 palestinianos morreram – assim como um soldado israelita – desde o lançamento, na quinta-feira, da ofensiva terrestre, que veio completar a “Operação Margem Protetora” lançada, há onze dias, contra a Faixa de Gaza e o Hamas, e que já fez mais de 1700 feridos, maioritariamente civis, e 240 mortos.

No hospital de Gaza, é a desolação e a cólera – como a de Amar Dawoud, pai de uma menina de cinco anos, que ficou ferida num dos ataques: “Atingiram a nossa casa. Tínhamos trazido umas 70 ou 80 pessoas para a nossa casa, porque procuravam um local seguro. Mas a nossa casa também foi atingida.”

Esta sexta-feira, as IDF, as Forças de Defesa Israelitas, divulgaram um vídeo do assalto terrestre a Gaza, durante a noite.

Israel tenciona destruir as infraestruturas e a potência bélica do Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007. Concretamente, a missão das forças terrestres é destruir os túneis subterrâneos, construídos pelo Hamas, e que permitem a entrada, em Gaza, de mercadorias e dinheiro – mas também de armas.

A operação foi bem acolhida pela imprensa israelita e por uma boa parte da população. Os reservistas, por exemplo, preparam-se para uma eventual mobilização.

Esta ofensiva terrestre é a primeira desde 2008-2009, quando as incursões do exército israelita em Gaza provocaram a morte a 1400 palestinianos, sem, contudo, porem fim aos tiros de roquetes contra Israel.

A nova espiral de violência teve origem direta no rapto e assassinato de três estudantes israelitas, em junho, atos que Israel atribuiu ao Hamas, e que foram seguidas pelo assassinato de um jovem palestiniano, queimado vivo em Jerusalém, que levou à condenação de três judeus.