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O "annus horribilis" da Malaysian Airlines

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O "annus horribilis" da Malaysian Airlines

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Dois mil e catorze é o “annus horribilis” da Malaysian Airlines.

A companhia viveu duas catástrofes aéreas nos últimos quatro meses e está à beira da falência. Banqueiros e analistas defendem medidas urgentes do governo malaio para salvar a empresa, que perde mais de 1,5 milhões de dólares por dia.

Devido à catástrofe aérea na Ucrânia, pessoas, as ações da empresa afundaram, esta sexta-feira, 11%, mas abriram a cair quase 19%.

Desde o início do ano, a empresa já perdeu 35% do valor, refletindo também as consequências do desaparecimento do voo MH370, a 8 de março, quando ligava Kuala Lumpur a Pequim. E o mistério permanece apesar das gigantescas buscas, que envolveram 26 países.

Entre janeiro e março, a companhia registou os maiores prejuízos em dois anos.

Segundo a agência Reuters, o fundo estatal malaio, Kazanah Nasional, que detém quase 70% do capital, pondera uma privatização e uma vasta reestruturação da companhia.

Para lá das catástrofes aéreas, a Malaysian Airlines sofre também com a concorrência e dos elevados custos dos combustíveis. As tentativas de reestruturação foram até agora bloqueadas pelos sindicatos.