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O controlo de custos das companhias aéreas

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O controlo de custos das companhias aéreas

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A catástrofe aérea na Ucrânia tem repercussões. Faz levantar questões sobre o controlo do espaço aéreo e os futuros custos de uma alteração de rotas.

Alguns peritos pedem que as autoridades deem indicações claras sobre as áreas a evitar.

Sem indicações em contrário, a Malaysian Airlines continuava a usar a rota sobre a Ucrânia, mas outras companhias tinham decidido contornar a zona. Mas isso tem um custo. Voos mais longos implicam usar mais combustível, quando os tempos são difíceis.

Comentador da Reuters, John Foley, afirma: “Nos últimos 25 anos, o número de mortos em acidente aéreos caiu para cerca de metade segundo a IATA, a associação da aviação civil. Mas isso não é um consolo para as companhias. Enfrentam tantos problemas que são afetadas pelo mínimo choque. Tendo em conta as rivais de baixo custo, a subida dos preços dos combustíveis e a forte participação estatal, as companhias não estão a reduzir a sua capacidade, quando precisam de o fazer”.

Face a uma subida dos custos e, eventual aumento, dos seguros para os aparelhos, as companhias aéreas poderão vir a subir os preços dos bilhetes de avião.

E quanto à segurança dos corredores aéreos, a Associação internacional de Transporte Aéreo (IATA) diz claramente que as companhias dependem dos conselhos e decisões dos governos e os controladores do tráfego aéreo.

A Agência Europeia de Segurança Aérea tinha aconselhado, no início de abril, as companhias a evitarem o espaço aéreo da Crimeia, depois do território ter sido anexado pela Rússia. Mas, o aviso não englobava o espaço aéreo ucraniano onde o voo MH17 foi abatido.