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MH17: Observadores da OSCE sem acesso aos destroços

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MH17: Observadores da OSCE sem acesso aos destroços

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Os observadores da OSCE, puderam, este sábado, aproximar-se no local onde, quinta-feira, caiu o Boeing 777 da Malaysia Airlines.

Enquanto os socorristas começam, finalmente, a retirar, dos campos do leste da Ucrânia, os corpos das 298 vítimas mortais, os observadores internacionais lamentam não ter ainda acesso a todos os locais – nomeadamente àqueles onde se encontram destroços do avião.

Os rebeldes pró-russos acusam Kiev de impedir o acesso dos peritos ao local, ao mesmo tempo que garantem não terem tocado em nada desde quinta-feira, quando o avião foi abatido, ao que tudo indica, por um míssil.

Os separatistas afirmaram, contudo, já ter transportado para a morgue de Donetsk 27 corpos encontrados numa aldeia situada a poucos quilómetros de Hrabove, onde o avião caiu.

Quanto às caixas negras do aparelho, que fazia o voo MH17, entre Amesterdão e Kuala Lampur, ninguém sabe onde se encontram atualmente. Ainda na quinta-feira, os separatistas anunciavam ter encontrado uma delas. Na sexta-feira, foram as autoridades a afirmar que os serviços de socorro ucranianos tinham encontrado as duas.

Quanto ao autor do disparo do míssil, Kiev é perentório: foi Moscovo. Isso mesmo afirma Vitaly Naida, o responsável dos serviços de contraespionagem ucranianos: “Os rebeldes não são capazes de operar um lança-mísseis tão tecnicamente sofisticado como o BUK-M1. Para operar um BUK-M1 é preciso instrução militar e um bom treino. Sabemos com toda a certeza que a equipa era russa. Foram cidadãos russos que operaram o BUK-M1 e vieram do território da Federação Russa ao mesmo tempo que lança-mísseis.”

E a corroborar esta tese, o ministério ucraniano do Interior divulgou este vídeo – dito do dia 18, o dia do acidente – onde se vê um camião com um sistema de mísseis BUK. Alegadamente, o engenho entrou na Ucrânia vindo da Federação Russa e saiu com apenas três dos quatro mísseis normalmente presentes

Os BUK começaram a ser desenvolvidos em 1972, na então União Soviética. O sistema tem sido desde então aperfeiçoado – e igualmente copiado por outros países, como a China e o Irão. A própria Rússia vendeu este armamento para uma dezena de países, incluindo a vizinha Ucrânia.