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Vítimas civis em Gaza: "uma vasta minoria" para o porta-voz do exército israelita

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Vítimas civis em Gaza: "uma vasta minoria" para o porta-voz do exército israelita

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Dois dias depois de ter passado dos raides aéreos à ofensiva terrestre, o exército israelita não parece decidido a diminuir a intensidade da operação contra o Hamas.

Os militares afirmam ter descoberto e destruído pelo menos 13 galerias subterrâneas utilizadas pelo braço armado do grupo islamita, garantindo ter neutralizado grande parte do arsenal de mais de 10.000 rockets detidos pelos grupos armados da faixa de Gaza.

“Não é o tempo que vai ditar a duração desta operação, mas o objetivo desta operação que é o de pôr termo aos ataques terroristas. Queremos também pôr termo ao lançamento de rockets e proteger os israelitas. Nós vamos prosseguir esta operação até termos atingido estes objetivos, quanto mais rápido o fizermos, mais rápido concluiremos a operação”, afirma Eytan Buchman, porta-voz do exército israelita.

Mas a mesma estratégia aplicada até hoje por Israel não parece ter dado resultados no passado, sem conseguir impedir que o Hamas voltasse a reabastecer-se em armas e equipamento militar. Ao mesmo tempo, o elevado saldo de vítimas civis da ofensiva israelita inflama as críticas da comunidade internacional que multiplica os apelos a um cessar-fogo.

“Podem sempre ocorrer erros, trata-se de uma operação num cenário urbano. Nós atingimos mais de 2000 alvos e os incidentes em que morreram civis representam uma vasta minoria. Ao mesmo tempo responsabilizamos o Hamas por estas mortes, uma vez que eles é que ditam os nossos alvos ao escolherem certas zonas para operar. Nós vamos continuar a operação. Temos o direito e a obrigação de proteger os nossos civis e é isso que vamos continuar a fazer”, conclui Buchman.