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Voo MH17: Ucrânia acusa separatistas de destruírem provas na zona do incidente

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Voo MH17: Ucrânia acusa separatistas de destruírem provas na zona do incidente

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O governo ucraniano acusa os rebeldes separatistas de destruírem provas na zona da queda do aparelho da Malaysia Airlines, no leste do país.

Dois dias após o despenhamento, alegadamente provocado por um míssil, os primeiros peritos malaios chegaram esta manhã a Kiev para inspecionar os destroços.

Mas na zona do incidente, os rebeldes continuam a limitar o acesso das equipas internacionais ao perímetro de segurança de 25 km.

Kiev afirma ter recuperado mais de 180 corpos depois de analisar cerca de 18km da área do acidente. As autoridades ucranianas afirmam, no entanto, que 38 cadáveres teriam sido transferidos para Donetsk, acusando os separatistas de tentarem remover parte dos destroços para Moscovo.

As caixas negras do aparelho não teriam ainda sido entregues aos peritos internacionais, segundo o responsável do conselho de segurança ucraniano, quando as equipas da OSCE regressaram ao local esta manhã.

O líder separatista de Donetsk rejeitou, no entanto, qualquer interferência nas investigações afirmando que desconhece o paradeiro das duas caixas negras do aparelho, uma vez, afirma, “que não tocámos em rigorosamente nada”.

Apesar dos apelos internacionais a um cessar-fogo, os combates entre rebeldes e exército prosseguem em torno da zona da catástrofe aérea, com o inquérito internacional a transformar-se num novo braço de ferro.

A Rússia prometeu colaborar nas investigações, quando vários dirigentes europeus exigem o fim da entrega de armas aos separatistas ucranianos, caso se comprove a responsabilidade dos rebeldes no lançamento do míssil que abateu o avião de passageiros.