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Aumenta o receio sobre a integridade dos destroços do avião da Malaysia Airlines

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Aumenta o receio sobre a integridade dos destroços do avião da Malaysia Airlines

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Os observadores da OSCE tentaram recolher este sábado informações no local onde caiu o avião da Malaysia Airlines ao mesmo tempo que socorristas levavam os corpos das vítimas em sacos de plástico para longe do sítio onde se encontravam.

Os observadores mantêm a esperança de que possa ser realizada uma investigação credível ao desastre apesar do que se lhes depara.

“No primeiro dia recolhi tudo. Cheirava muito mal no pátio. Peguei nas peças que aqui estavam e levei-as para para o local da queda. Já reparei as marcas deixadas no telhado da casa”, disse um habitante local.

Durante uma conferência de imprensa em Donetsk, o líder separatista Aleksandr Borodai disse que os rebeldes respeitaram as medidas impostas pela OSCE.

“Alexander Hug, da missão da OSCE, insistiu para que o local permanecesse intacto até à chegada deles porque era importante e que tínhamos a responsabilidade perante os cerca de 50 países daquela respeitável organização. Ainda não tocámos em nada”, afirmou Borodai.

O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros foi assertivo no apelo que lançou ao governo russo, tendo em vista a relação de Moscovo com os rebeldes

“Isto não tem nada a ver com com Rússia e o ocidente. Diz respeito a toda a comunidade internacional que exige que o acesso ao local seja facultado, que os corpos das vítimas sejam recuperados e que as provas sejam preservadas e seguras. A Rússia tem um papel importante nisso, dado a sua influência sobre os separatistas. O mundo tem os olhos postos na Rússia para ver se ela cumpre com as suas obrigações nas próximas horas”, assinalou Philip Hammond.

Enquanto o Governo ucraniano e os separatistas se acusam reciprocamente de ter abatido o Boeing 777, crescem as dúvidas sobre se as provas não terão sido alteradas antes da chegada dos observadores da OSCE.