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Iraque: Cristãos fogem de Mossul

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Iraque: Cristãos fogem de Mossul

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No Iraque os cristãos de Mossul abandonaram em massa a cidade após o ultimato lançado pelo Estado Islâmico (EI), que controla a cidade.

O grupo fundamentalista deu até sábado para os cristãos se converterem ao islamismo, pagarem a “jizya”, uma taxa religiosa, ou abandonem a cidade. Caso contrário seriam mortos.

As famílias em fuga procuraram refúgio na região autónoma do Curdistão iraquiano.

A presença de cristãos no Iraque é milenar, sendo considerados uma das mais antigas comunidades cristãs do mundo.

“Apelamos ás Nações Unidas, à comunidade internacional, à América e à União Europeia para intervir no terreno e não com apoio moral de discursos e conferências. Precisamos de apoio no terreno, de uma intervenção militar que resolva o problema que atinge o país. Precisamos que apoiem as forças de segurança e o exército”, disse o padre Joseph Francis, da Igreja União Anglicana Cristã.

O ultimato do dirigente do EI, Abu Bakr al-Bagdadi, é baseado no “dhimma”, segundo o qual os muçulmanos dão proteção aos “infiéis” em territórios islâmicos em troca do pagamento da “jizya”. Em finais de junho, o EI proclamou a fundação de um califado na Síria e no Iraque, onde é aplicada a interpretação radical da “sharia”, a lei islâmica.