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As sanções internacionais à Rússia

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As sanções internacionais à Rússia

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O reforço das sanções europeias à Rússia, após a queda do avião da Malaysian Airlines na Ucrânia, será abordado na reunião dos chefes da diplomacia da UE, esta terça-feira. Segundo fontes diplomáticas, não deverão ser aplicadas novas medidas, para já, mas deverão ser aceleradas as sanções já anunciadas.

Os Estados Unidos pressionam a Europa a reagir de forma severa.

Tom Vosa, do National Australia Bank, defende: “O terceiro nível de sanções começa a atingir setores inteiros, isto é, pode afetar a totalidade do setor energético ou bancário. Sabemos que, face às movimentações dos Estados Unidos na ONU, Washington deseja sanções extraterritoriais e, portanto, quem lidar com a Rússia é suscetível de ser punido severamente”.

Antes da tragédia aérea, Estados Unidos decidiram atingir empresas chaves, como a Rosneff. A empresa estatal é o maior produtor russo de petróleo. Produz 4% do petróleo mundial e representa 8% do PIB russo.

A Rosneff tem parcerias com a americana ExxonMobile e a britânica BP.

Os Estados Unidos impedem agora a Rosneff de financiar a dívida a longo prazo em dólares e a empresa vê vencer mais de 26 mil milhões de dólares até ao final do próximo ano.

O mesmo acontece com a Novatek. A empresa privada é o segundo maior produtor russo de gás. A Gazprom detém 19% do capital. Os franceses da Total são também acionistas.

Tal como a Rosneff, a Novatek não poderá financiar a dívida em dólares, o que ameaça o desenvolvimento de projetos.

Washington visou também oito empresas do setor da defesa e bancos, entre eles, o Gazprom Bank. Trata-se do braço financeiro do gigante energético Gazprom, gerindo a dívida do grupo, e o terceiro maior banco da Rússia.

Mas, ao contrário dos Estados Unidos, os países europeus estão mais expostos à economia russa. Moscovo é o maior fornecedor de gás da UE.

Alguns países, incluindo as grandes economias europeias, estão prontos a avançar com sanções e fazer face às consequências económicas, pois dizem que não agir seria ainda pior.

A 16 de julho, os europeus decidiram sancionar “entidades russas que apoiam, materialmente ou financeiramente, ações que ameaçam a soberania ucraniana”. Falta determinar quais personalidades e empresas que se vão juntar às visadas por sanções precedentes.