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Aumento dos preços está a asfixiar os egípcios

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Aumento dos preços está a asfixiar os egípcios

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Para tentar fazer sair o país da crise económica em que mergulhou nos últimos anos, o novo governo do Egito decidiu acabar com as subvenções aos combustíveis. Resultado: todos os bens de consumo estão cada vez mais caros e os egipcíos estão cada vez mais descontentes.

“Não vamos poder suportar isto por muito tempo. Teremos que vir para a rua implorar? O governo devia apoiar-nos e suportar os preços dos alimentos”, diz um cidadão.

Há muitos anos que os egípcios se tinham habituado a preços dos combustíveis subsidiados. O corte desta ajuda torna todos os produtos de consumo mais caros, como nos explica um comerciante:

“Por exemplo o aumento dos preços dos frutos deve-se ao facto de que antes pagávamos o equivalente a um euro pelo transporte e agora pagamos cerca de 1 euro e 70 cêntimos. Isto afecta o preço das mercadorias e também dos alimentos”.

Esta é a primeira medida impopular do governo de al Sisi. O objetivo é cortar nas despesas do estado, mas o efeito pode ser inverso ao esperado, já que o consumo está a sofrer uma forte queda e nada garante que os egipcíos não voltem à ruas para protestos em massa.

No Cairo, o nosso correspondente, Mohammed Shakibrahim, explica-nos que “a decisão do governo é necessária para compensar o défice orçamental, mas falta saber se os egípcios terão capacidade para aguentar a situação até que a medida comece a produzir efeitos”.