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Faixa de Gaza: Ban Ki Moon e ONU exigem cessar-fogo imediato

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Faixa de Gaza: Ban Ki Moon e ONU exigem cessar-fogo imediato

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O secretário-geral das Nações Unidas (ONU) exige um cessar-fogo imediato nos violentos confrontos que há duas semanas opõem Israel e o Hamas e que já fizeram mais de 400 mortos – a larga maioria palestinianos na Faixa de Gaza.

No Qatar, e em vésperas de se deslocar também ao Cairo, a Jerusalém e à Cisjordânia, Ban ki Moon reuniu-se com Mahmoud Abbas, o presidente da Autoridade Palestiniana. O líder diplomático da ONU, conforme apurou a reportagem da euronews em Doha, espera ainda conversar – antes de deixar o Qatar, com Khaled Meshaal, o exilado líder político do Hamas, a quem deverá expressar a insistência de umas tréguas face a Israel.


“Repito o meu apelo: É preciso que ambas as partes respeitem as leis internacionais de direitos humanos. A violência tem de parar de imediato. Gaza é uma ferida aberta e nós temos de estancar já o sangue. Durante esta minha viagem pela região, vou insistir num cessar-fogo”, afirmou Ban Ki Moon, aos jornalistas, após o encontro com Abbas.

Na noite de domingo – já madrugada de segunda-feira em Lisboa -, o Conselho de Segurança da ONU reuniu-se, entretanto, de emergência em Nova Iorque e reiterou as palavras do secretário-geral, exigindo, igualmente, o fim imediato do derrame de sangue na Faixa de Gaza.


A recente onda de confrontos entre Israel e o Hamas, com a Faixa de Gaza como principal palco, e que foram iniciados há duas semanas com o lançamento da “Operação Margem Protetora” pelas IDF (Forças de Defesa de Israel), teve este domingo aquele que é considerado, até agora, como o dia mais sangrento: Mais de 100 palestinianos e pelo menos 13 soldados israelitas mortos, em resultado da ofensiva terrestre (ver vídeo de uma das missões das IDF no fim do texto), iniciada quinta-feira à noite, suportada por tanques e apoiada pela força aérea israelita, como resposta ao alegado ininterrupto lançamento de roquetes pelo Hamas.


No geral, desde o dia 8 de julho, os registos apontam para cerca de 450 mortos – a larga maioria civis palestinianos, incluindo mulheres e crianças – e mais de 2600 feridos.