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Hospitais de Gaza inundados de sangue e mortos a aumentar

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Hospitais de Gaza inundados de sangue e mortos a aumentar

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Os hospitais na Faixa de Gaza estão, como seria de esperar, inundados de sangue e morte. Feridos que não param de chegar, alguns que entram para saírem envoltos em lençóis, já cadáveres. À medida que os escombros provocados pelos bombardeamentos vão sendo levantados, mais corpos vão sendo revelados. Será natural, por isso, que venha a aumentar consideravelmente o balanço de poucos mais de 500 mortos em duas semanas de confronto ininterrupto entre Israel e o Hamas, com a Faixa de Gaza como palco principal.

Para lá do mortífero dia vivido no bairro de Shajaya, na cidade de Gaza, Rafah e Khan Younis, duas cidades próximas da fronteira com o Egito, foram também alvos israelitas este domingo.

Na primeira, um projétil de alto calibre israelita atingiu, já esta segunda-feira de manhã, uma casa, onde se refugiava a larga parte de uma família. Pelo menos quatro crianças morreram para desespero de Misbah Seyam, um outro familiar: “De repente, começamos a fugir quando ouvimos as bombas. Fui direto para a casa do meu irmão. Toda a família dele estava em pedaços à volta da casa. Todos mortos. Nove ou dez pessoas, assassinadas.”

Às mortes desta segunda-feira, somam-se a centena de domingo, o dia mais sangrento das últimas duas semanas no território controlado pelo Hamas e que está a ser atacado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF).

Hussein Abu Jamea, residente de Khan Younis, garante que desta vez foram apanhados à traição pela artilharia israelita e por isso os vizinhos morreram: “Eles nem nos avisaram. Não nos avisaram para sairmos de casa nem pediram para que alertássemos vizinhos. Todos eles foram mortos.”


De acordo com as Nações Unidas, dos cerca de 510 mortos registados nos 14 dias consecutivos após o lançamento por Israel de uma ofensiva militar contra o Hamas, cerca de 80 por cento serão civis palestinianos, com as crianças entre a franja mais atingida da população da Faixa de Gaza. Entre os israelitas, há registo de pelo menos 20 mortos, dois deles civis.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU marcou, entretanto, para 23 de julho uma sessão especial para discutir a situação dramática na Palestina.