Última hora

Última hora

Viver na corda bamba em Gaza

Em leitura:

Viver na corda bamba em Gaza

Tamanho do texto Aa Aa

Um dia depois do pior bombardeamento israelita contra Gaza, desde o início do conflito, os palestinianos vivem à beira do precipício, sem saber o que vai acontecer amanhã, e temem pela vida. O que todos querem é a resolução rápida desta guerra:

“Gostava que aceitassem as condições da resistência e que houvesse, rapidamente, um cessar-fogo. Espero que haja um acordo entre a resistência e as forças de defesa de Israel para vivermos em paz”, desabafa uma habitante de Gaza.

“Os nossos filhos, não sabem o que é um jogo ou brinquedos. Sabem o que são os aviões, projéteis, homens mortos por causa dos atentados, é isto que eles aprendem. Não há mais nada, olhe para a nossa vida, a forma como vivemos. Peço aos países estrangeiros para olharem para nós com misericórdia e lidarem connosco, pelo menos, tão bem como tratam os animais que vivem nos seus países”, afirma um morador local.

“Há homens e mulheres e crianças mortas, muitos corpos na rua. O que mais pode acontecer? Este é o pior caso da história. Não há nenhum país no mundo a viver como nós vivemos. A situação económica é nula. Vivemos abaixo de zero”, diz outra mulher.

Em Gaza vive-se ao ritmo dos bombardeamentos, uma situação a que, aparentemente, os palestinianos, que aqui vivem, estão habituados mas que, na verdade os afeta:

“Os projéteis que voam de Israel perturbam, aparentemente, pouco a atividade do mercado de Gaza. Mas a realidade é que, apesar da agitação, a vida, por aqui, começou a ser afetada há muito tempo, dizem os moradores. E, para muitos, só o discurso das armas pode mudar o seu destino, quando a diplomacia internacional não consegue fazê-lo”, explica Valerie Gauriat, enviada especial da euronews a Gaza.