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Autoridades húngaras erguem monumento polémico

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Autoridades húngaras erguem monumento polémico

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Na Hungria, as autoridades decidiram erguer, no centro de Budapeste, e durante a noite, o monumento que marca o septuagésimo aniversário da ocupação nazi. Uma decisão que irritou oposição e organizações civis e judaicas, que acusam o executivo de tentar inocentar o governo húngaro, da época, de responsabilidades quando ele teve um papel ativo na deportação de milhares de judeus. Dada a controvérsia as autoridades cancelaram a cerimónias oficiais:

“Nós respeitamos a dor e incompreensão das pessoas que se ressentem pela existência do monumento, por isso não haverá cerimónia de inauguração”, explica János Lázár, Ministro do Gabinete do Primeiro-ministro húngaro.

O monumento é composto por uma estátua do Arcanjo Gabriel, que representa o país, a ser atacado por uma águia, ou seja, pela Alemanha.

Entre os húngaros as opiniões dividem-se:

“O meu pai viveu anos de trabalho forçado num campo da antiga União Soviética, por isso fazemos parte desse lado difícil. Acho que tinham de colocar este monumento”, afirma um residente de Budapeste.

“Isto vai aumentar o ódio e as diferenças entre as pessoas”, diz outro habitante da capital húngara.

Algumas dezenas de pessoas reuniram-se frente ao monumento, guardado por dezenas de polícias, em sinal de protesto.

“As organizações civis vão protestar até ao fim de semana, depois vão decidir sobre futuras manifestações”, adianta Attila Magyar, correspondente da euronews.