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Morte e destruição em Gaza

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Morte e destruição em Gaza

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Este é um dos lugares, na Faixa de Gaza, atingidos pelo ataque israelita da noite de segunda para terça-feira. As ruas estão desertas. As pessoas temem sair de casa, ainda que ficar por lá não signifique, necessariamente, que estão em segurança. Exemplo disso é este edifício no bairro de Rimal, no centro de Gaza. Dos nove andares cinco foram destruídos. Agora, procuram-se corpos, entre os escombros, uma tarefa difícil.

Os habitantes locais e um funcionário da defesa civil contam que um caça bombardeou o edifício, sem anúncio prévio:

“Um F16 das forças israelitas atingiu a torre sem qualquer aviso que permitisse a evacuação das pessoas. Até agora encontrámos 12 corpos e as pessoas que vivem do outro lado do edifício estão todas feridas. Há 40 feridos”, adianta um funcionário da defesa civil.

Os moradores fazem relatos chocantes de uma guerra que dura há já três semanas e já matou mais de meio milhar de pessoas:

“Havia uma mulher e duas meninas mortas, num estado lastimável. Do outro lado alguém estava a gritar por ajuda e perguntava-nos se podíamos salvar os seus filhos. Depois encontrámos outras duas meninas mortas, no chão”, explica um homem.

Segundo funcionários da defesa civil a maioria das vítimas são mulheres e crianças:

“Os cadernos escolares que estão no chão, em frente ao prédio, pertenceram a quem pensou encontrar aqui refúgio, fugindo das áreas consideradas mais perigosas. Mas a distinção entre áreas de risco e zonas de segurança já não existe para as pessoas que não sabem para onde ir para não morrer”.