Última hora

Última hora

Ucrânia: Corpos das vítimas do Boeing 777 poderão ser identificados na Holanda

Em leitura:

Ucrânia: Corpos das vítimas do Boeing 777 poderão ser identificados na Holanda

Tamanho do texto Aa Aa

A correspondente da euronews na Ucrânia, Maria Korenyuk, relata-nos os últimos desenvolvimentos em Kharkiv sobre o processo de identificação das vítimas do Boeing 777 da Malaysia Airlines.

euronews: Hoje chegou a essa cidade um comboio proveniente de Donetsk, transportando os corpos das vítimas. Já se sabe quando e onde é que os corpos serão identificados?

Maria Korenyuk: Para já, o que se sabe, através da Internet, é que a identificação dos corpos poderá ter lugar em Kharkiv, para onde os familiares das vítimas se deverão deslocar. Mas ainda não nos foi possível confirmar esta informação. No entanto, as nossas fontes entre as autoridades holandesas e ucranianas sustentam que a identificação vai decorrer na Holanda e que será para esse país que sairá um avião esta quarta-feira, com os corpos das vítimas. Um grupo de seis especialistas ucranianos deverá acompanhar o processo. Quanto tempo é que tudo isto poderá demorar? Ainda não sabemos – talvez alguns dias ou mesmo semanas, tudo depende do estado em que se encontram os corpos. O mais importante, e as autoridades holandesas e ucranianas insistem nisso, é que o processo de identificação comece o mais rapidamente possível e que haja a certeza de que todos os corpos foram recuperados do local da tragédia. Até agora, essa certeza ainda não existe. Mas também ainda não é certo que os cadáveres sejam levados para a Holanda.

euronews: São os especialistas malaios que têm agora as caixas negras. No local da tragédia ficaram os destroços do avião. Esses destroços permitem reconstituir com detalhe a colisão do míssil, com a ajuda das tecnologias mais recentes. O que vai acontecer a esses vestígios?

MK: É a pergunta que todos se colocam neste momento. Infelizmente, ainda não temos uma resposta. Ainda não se sabe tão pouco se os destroços serão analisados na Ucrânia ou no estrangeiro. O vice-primeiro-ministro ucraniano, Volodymir Groysman, não deu até agora qualquer resposta, uma vez que as autoridades ainda não conseguiram aceder ao local da tragédia. Esse território é controlado pelos separatistas. É por essa razão que o poder ucraniano está à espera do apoio da comunidade internacional, de forma a obter o acesso por parte daqueles que controlam a zona e poder examinar cada centímetro quadrado.