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Derradeira viagem do Costa Concordia

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Derradeira viagem do Costa Concordia

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O navio de cruzeiro Costa Concordia iniciou a última viagem rumo ao porto de Génova onde será desmantelado. A ilha italiana de Giglio despediu-se do gigante dos mares, duas vezes e meia maior do que o malogrado Titanic.

Ao longo de quatro dias, dois rebocadores irão acompanhar o navio, que desliza à lenta velocidade de dois nós. 14 embarcações assistem a viagem.

O engenheiro sul-africano Nick Sloane chefia a operação sem precedentes devido à magnitude do Costa Concordia.

Se tudo correr como previsto, o Costa Concordia deverá chegar a Génova a 27 de julho. No domingo estará concluída a operação efetuada pelo consórcio italo-americano Titan-Micoperi.

Terá custado mil e quinhentos milhões de euros à empresa proprietária do navio, a Costa Crociere SPA.

Foi a 13 de janeiro de 2012 que o navio de luxo acabou por naufragar depois de embater num recife na ilha de Giglio. Segue-se o caos da evacuação, com 4200 pessoas a bordo. 32 acabaram por perder a vida.

A dimensão da tragédia, o abandono do navio pelo capitão ainda antes dos passageiros e o aparato do naufrágio abalaram a comunidade internacional. Na ilha ganhou força o cenário de uma catástrofe ecológica.

Começou depois a procura pelos desaparecidos no naufrágio. Os mergulhadores desdobraram-se na esperança de salvar vidas, mas apenas encontraram cadáveres. Apesar das buscas exaustivas continua por encontrar o corpo de um empregado indiano.

Para evitar fugas foi preciso esvaziar as 2400 toneladas de combustível. Este foi depois reaquecido para deixar de estar congelado e ser bombeado.

No total, foram precisas 19 horas para reerguer o navio em setembro do ano passado.

Depois disso, as equipas no local trabalharam para assegurar a flutuabilidade do navio, que passou por bombear ar para as caixas de metal laterais.

O Costa Concordia tem pela frente 180 milhas náuticas, cerca de 330 quilómetros, até chegar ao destino. Entretanto, em Génova, prepara-se o negócio dos turistas.