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Dois caças da força aérea da Ucrânia abatidos junto à Rússia

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Dois caças da força aérea da Ucrânia abatidos junto à Rússia

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Dois caças SU-25 da força aérea da Ucrânia foram abatidos esta quarta-feira quando sobrevoavam a cerca de 15 mil pés (4,5 mil metros) de altitude uma zona de conflito no leste do país, próximo da fronteira com a Rússia. Os dois pilotos ejetaram-se após os respetivos aparelhos terem sido atingidos por mísseis que poderão ter sido disparados desde o lado russo.

Os jatos faziam parte de uma pequena esquadra de quatro aviões que, alegadamente, realizavam meros exercícios naquela zona e acabaram por despenhar-se junto à cidade de Dmytrivka, na região controlada pelos separatistas de Donetsk Oblast. Um local não muito longe daquele onde caiu o avião comercial das Linhas Aéreas da Malásia.

“Eles não foram abatidos por terroristas. De acordo com as nossas informações preliminares, isto partiu do outro lado da fronteira”, adiantou Andriy Lysenko, porta-voz do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia, acrescentando que uma investigação está em curso e não relacionando para já este caso com o do voo MH17, que fez 298 mortos há quase uma semana.

O governo ucraniano aproveitou, entretanto, para reiterar as acusações de que é a Rússia que estará a armar os rebeldes separatistas e garante ter evidências dessa ligação. “O Ministério do Interior da Ucrânia recebeu provas inegáveis que confirmam o envolvimento direto do ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, no fornecimento de armamento aos terroristas das proclamadas repúblicas [separatistas] de Donetsk e de Luhansk. Por exemplo, sistemas ‘GRAD’ de lançamento de mísseis, tanques e artilharia”, especificou, em comunicado, o conselheiro do Ministério do Interior ucraniano, Anton Gerashchenko.

A Rússia, por enquanto, ainda não reagiu às acusações. Nem sequer o citado ministro, Sergei Shoigu.

O líder do grupo de rebeldes aramados na região de Donetsk, Igor Stelkov, sem dar grandes detalhes, revelou apenas que os separatistas haviam abatido um avião esta quarta-feira e que o respetivo piloto se havia ejetado do aparelho. Numa entrevista exclusiva à Reuters, entretanto, Alexander Khodakovsky, o líder rebelde do denominado batalhão Vostok, confirmou que as forças separatistas possuem armas das que têm sido referidas como as que derrubaram o MH17.


Os combates entre o exército ucraniano e os separatistas pró-russos prosseguem de forma violenta em Donetsk e Luhansk. As marcas de destruição pela guerra avolumam-se nas cidades da região.