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Grã-Bretanha vai abrir inquérito à morte de Alexander Litvinenko

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Grã-Bretanha vai abrir inquérito à morte de Alexander Litvinenko

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A Grã-Bretanha voltou atrás, um ano depois, e anunciou que vai abrir um inquérito à morte de Alexander Litvinenko. O antigo espião russo do KGB, que acusou o presidente russo de ordenar o seu assassinato, morreu depois de beber um chá envenenado num hotel de Londres, em 2006. O Kremlin negou sempre qualquer envolvimento na morte.

Na altura as autoridades britânicas concluíram não haver provas suficientes para acusar os também ex-agentes do KGB Andrei Lugovoy e Dmitry Kovtun e Moscovo recusou-se a extraditá-los.

Agora, e segundo a ministra do Interior britânica, o juiz encarregado do inquérito, diz que há provas que indicam o envolvimento russo no assassinato. Ainda assim, a mulher de Litvinenko não acredita na extradição dos suspeitos:

“Eu acredito que Putin não vai alterar a sua decisão de não extraditar, ele não vai mudar a Constituição e, para mudar esta decisão, isso é algo que tem de acontecer na Rússia”.

O Reino Unido, que espera que o inquérito esteja concluído até ao final de 2015, nega que a decisão esteja ligada à crise na Ucrânia ou à queda do avião da Malaysia Airlines.