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Investigação MH17: Chave do mistério poderá estar nas caixas negras

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Investigação MH17: Chave do mistério poderá estar nas caixas negras

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O voo MH17, que ligava Amesterdão a Kuala Lumpur, perdeu o contacto com os radares a 17 de julho, quinta-feira, às 14h15 (hora lisboeta). A bordo do Boeing 777 da Malaysia Airlines viajavam 298 passageiros, grande parte de nacionalidade holandesa. 15 elementos da tripulação eram malaios.

À medida que a notícia se espalhava ganhavam consistência dois cenários: ou o avião estava fora de rota ou tinha sido deliberadamente derrubado.

O aparelho caiu quando sobrevoava o leste da Ucrânia, um foco de tensão, próximo da fronteira com a Rússia.

No calor do momento, elementos do exército ucraniano e separatistas pró-russos apressaram-se a trocar acusações sobre a autoria da tragédia.

Kiev difundiu depois o que os serviços de segurança ucranianos alegam ser conversas telefónicas intercetadas entre elementos do serviço de inteligência do exército russo e rebeldes. Nelas os insurgentes reconhecem ter disparado contra o aparelho e dão conta do erro visto tratar-se de um avião civil.

Horas depois o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusou os insurgentes pró-russos: “Os indícios revelam que o aparelho foi abatido por um míssil terra-ar lançado de uma área controlada por separatistas pró-russos na Ucrânia. Além disso sabemos que os separatistas receberam um fluxo constante de apoio por parte da Rússia.”

Nessa altura, todas as suspeitas apontavam que o sistema antiaéreo Buk, que usa o míssil SA-11, foi responsável pelo sucedido.

A 18 de julho, o ministro ucraniano da Defesa divulgou um vídeo, descrevendo um sistema antiaéreo Buk em marcha rumo à fronteira russa, sem um dos projeteis.

Dias depois da tragédia, o presidente russo Vladimir Putin negou as alegações e pediu uma investigação para apurar o sucedido: “Ninguém deve ou tem o direito de usar esta tragédia em nome de objetivos políticos pessoais. Estes acontecimentos não devem dividir, mas antes unir as pessoas.”

Na segunda-feira, responsáveis da Defesa russa responderam às acusações dos Estados Unidos e da Ucrânia. Alegaram que os sistemas de controlo russos detetaram um avião da força aérea ucraniana a rumar subitamente em direção ao Boeing 777 da Malaysian Airlines.

A investigação prossegue, mas as caixas negras do aparelho são a chave do enigma.

Uma equipa de peritos britânicos irá passar a pente fino o conteúdo das caixas negras do aparelho para resolver o quebra-cabeças. À espera de sentenças, a verdade é o alento dos familiares das vítimas.