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Israel: O preço da guerra

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Israel: O preço da guerra

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A operação militar israelita em Gaza tem elevados custos humanos, mas as consequências são também económicas. Em Israel, o setor do turismo faz já as contas aos prejuízos.

Este verão, as receitas deverão cair entre 30 a 40%, segundo a Associação de Operadores turísticos israelitas, antes mesmo de terem sido cancelados voos para Israel.

O país tenta convencer o mundo de que o aeroporto Ben Gourion é seguro. Ofer Leffler, porta-voz da Autoridade aeroportuária, afirma: “O aeroporto Ben Gourion é o mais seguro do mundo, o local mais seguro de Israel. Cerca de 80 voos com destino a Israel foram cancelados. Esperamos que nas próximas horas mudem de ideias e decidam voltar a voar para Israel”.

Para lá das viagens já anuladas, estão também a diminuir as reservas para os próximos meses.

Com a a ausência de visitantes, sobretudo religiosos em Jerusalém, e a mobilização de reservistas, o consumo interno está em queda.

A Associação hoteleira de Israel estima que as perdas no terceiro trimestre atinjam 500 milhões de dólares, devido a uma queda de 35% no número de visitantes. A companhia El Al Israel Airlines evoca eventuais perdas de receitas na ordem de 50 milhões de dólares.

O turismo representa 6% do PIB, mas para lá das perdas no setor, Israel vê subir as despesas militares e os custos para compensar comerciantes e empresários, impedidos de trabalhar no sul do país.

O jornal francês Les Echos estima que três semanas de conflito podem representar uma perda de 1% do PIB, isto sem contar com os prejuízos em termos de imagem do país a nível internacional.