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Festival de dança de Kalamata: um bom exemplo de descentralização cultural

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Festival de dança de Kalamata: um bom exemplo de descentralização cultural

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Em vinte anos, Kalamata tornou-se o centro da dança contemporânea da Grécia.

A cidade organiza, todos os anos, um festival dedicado a todas as formas de dança.

O evento é considerado como um dos melhores exemplos do país em matéria de descentralização cultural.

Celebramos os vinte anos do Festival de Dança de Kalamata. Devo dizer que, no início, foi uma experiência porque se tratava de criar um novo festival dedicado à dança contemporânea numa região da Grécia. Nessa altura, o público não conhecia tão bem essa forma de arte”, sublinhou Vicky Marangopoulou, diretora do Festival.

O espetáculo “Badke” é fruto de um projeto desenvolvido pelo Teatro Real Flamengo nos territórios ocupados, ao longo de sete anos. O grupo integra dez bailarinos palestinianos.

“Dabke é o nome de uma dança popular da região. Não é apenas dançada na Palestina mas os palestinianos criaram uma forma de dança com muito sucesso. Por isso é um pouco vista como uma dança nacional palestiniana. É uma forma de dança muito ligada ao solo. Os pés batem no solo, é uma dança afirmativa e coletiva. Os bailarinos foram desafiados a criar algo para o espetáculo”, explicou Hildegard De Vuyst, uma das criadoras do projeto.

O bailarino turco Kerem Gelebek executa uma criação de Christian Rizzo. O coreógrafo francês aborda os temas do exílio e da solidão.

“É uma partitura bastante escrita. Uma partitura para a dança o espaço, a luz, a música e os objetos. É isso tudo reunido que compõe o projeto. É uma obra muito musical, musical no sentido visual. Há vários elementos em jogo, a dança, a presença de Kerem, a luz, que é muito importante, e a cenografia que é para mim um dos atores da obra”, explicou o coreógrafo.

“É um espaço gigantesco para mim porque mesmo se tudo estava escrito, do início ao fim, sinto uma grande liberdade nesta peça. Cada vez que a faço, é diferente”, contou Kerem Gelebek.