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Mortos na Faixa de Gaza já chegam aos 720 em vésperas do fim do Ramadão

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Mortos na Faixa de Gaza já chegam aos 720 em vésperas do fim do Ramadão

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Com o balanço de mortos a subir esta quinta-feira para cerca de 720 – às primeiras horas do dia, a Reuters fixava o número oficial nos 718 -, o conflito entre Israel e o Hamas prossegue aceso no terreno, mas também na internet. Isto quando os esforços internacionais para um cessar-fogo entre as partes continuam longe do sucesso e no domingo acontece uma das principais celebrações muçulmanas do ano: o fim do Ramadão.


As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) continuam a divulgar vários vídeos da “Operação Margem Protetora” lançada sobre a Faixa de Gaza a 8 de julho – há 16 dias. A nova fase da ofensiva é a invasão terrestre do enclave costeiro controlado pelo Hamas iniciada há uma semana. E, mesmo com a condenação da ofensiva pelo Conselho dos Direitos Humanos das Nações unidas (ONU), os bombardeamentos também se mantém sobre determinados alvos relacionados ao movimento fundamentalista islâmico e considerados estratégicos.

Exemplo desses alvos são, por exemplo, os vários túneis rudimentares que ligam de forma secreta a Faixa de Gaza ao território israelita e que em Telavive garantem ser utilizados para lançar ataques contra a população do estado hebraico.

Curiosa, entretanto, foi a fotografia partilhada nas redes sociais pelo astronauta alemão, Alexander Gerst. A imagem foi registada a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla inglesa) e publicada no respetivo Twitter do germânico, revelando o efeito noturno provocado pelos bombardeamentos trocados entre israelitas e o movimento islâmico na zona de Gaza e nos territórios israelitas.


Esta quinta-feira, os relatos apontam como principais alvos dos bombardeamentos israelitas as cidades de Jabalya e Sudaneya, na Faixa de Gaza. Ambas fortemente atingidas.

Para lá dos muitos feridos – já mais de 4500 desde o início da ofensiva israelita -, esta quinta-feira há registo de pelo menos mais 26 mortos só em Jabalya. Seis deles membros de uma mesma família. “A maior parte dos feridos são crianças. Não existe aqui qualquer resistência. Penso que os invasores perderam a cabeça e começaram a descarregar a sua ira sobre os civis. Eles nem sabem o que estão a provocar”, acusou um residente de Jabalya.


Pelo Médio Oriente, andam o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, desmultiplicando-se em contactos diplomáticos entre as partes e aliados das partes para tentar encontrar uma base de partida para um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

O líder do Hamas, Khakled Meshaal, mostra abertura às tréguas, mas impõe como condição não negociável o levantamento do bloqueio imposto por Israel em 2006 ao enclave palestiniano com cerca de 360 quilómetros quadrados e onde habitam cerca de 1,8 milhões de pessoas.

Israel contrapõe com o objetivo essencial de destruir as estruturas militares do braço armado do Hamas, nomeadamente os túneis, ao mesmo tempo que vai revelando a descoberta de armamento vário escondido pelos fundamentalistas islâmicos, por exemplo, em escolas e hospitais. O que levou até o primeiro-ministro israelita a criticar a condenação da ofensiva pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, sugerindo que este organismo deveria investigar antes esta estratégia de ocultação bélica do Hamas, que torna escolas e hospitais em alvos das IDF.