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Ucrânia: Primeiro-ministro perde apoio da coligação e demite-se

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Ucrânia: Primeiro-ministro perde apoio da coligação e demite-se

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O primeiro-ministro da Ucrânia demitiu-se. Arseniy Yatseniuk apresentou a demissão no parlamento, pouco tempo depois de dois dos três partidos da coligação terem retirado o apoio ao governo.

Yatseniuk disse aos deputados: “Apresento a minha demissão por causa da dissolução da coligação e porque as iniciativas do governo foram bloqueadas”.

O partido Svoboda e o UDAR, que votaram contra as medidas orçamentais apresentadas pelo executivo, querem, desta forma, acelerar o processo de convocação de eleições legislativas, o que Yatseniuk conidera um erro.

Oleh Tyahnybok , líder do Partido Nacionalista, Svoboda explica o ponto de vista do partido:

“Nós declarámos a nossa posição. O presidente deve convocar eleições rapidamente e nós insistimos que é preciso declarar a lei marcial antes das eleições. Acreditamos que esta é a única oportunidade para garantir a paz e a tranquilidade no Leste da Ucrânia”.

O Partido das Regiões, na oposição desde a queda do regime de Ianukovich congratula-se com a decisão, como refere o deputado Mikhailo Chechetov.

“O Partido das Regiões claro que quer eleições. Neste momento não temos coligação. Nós vamos por em marcha a máquina partidária para a campanha eleitoral”.

O presidente eleito em Maio, Petro Poroshenko, já se tinha pronunciado várias vezes pela necessidade de antecipar a eleição legislativa.

No parlamento ucraniano, a súbida da tensão é muitas vezes acompanhada de cenas de pugilato e os membros do partido comunista não hesitaram em cumprir a tradição ontem quando o presidente Oleksander Turchinov anunciou a dissolução do grupo parlametar do PCU.

Turchinov fez uso de uma nova lei que concede ao presidente da RADA o direito de dissolver um grupo parlamentar por “razões técnicas”.

Os comunistas têm vindo a ser acusados de apoiarem os separatistas do leste da Ucrânia.