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Banco Central da Rússia sobe taxas de juro

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Banco Central da Rússia sobe taxas de juro

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O Banco Central da Rússia surpreendeu tudo e todos esta sexta-feira. Aumentou as taxas de juro: a de referência passou de 7,5 para 8%.

Os analistas não esperavam mudanças.

Esta é a terceira subida das taxas desde o início da crise na Ucrânia e o Banco Central diz estar pronto a subir ainda mais as taxas tendo em conta os riscos inflacionistas. Em junho, a inflação atingiu 7,8%.

Os analistas falam de uma medida preventiva para limitar a fuga de capitais face à eventualidade de mais sanções. Segundo as estimativas, no primeiro semestre, tenham saído da Rússia 75 mil milhões de dólares.

A União Europeia, depois das novas sanções dos Estados Unidos, poderá limitar o acesso dos bancos russos aos mercados financeiros europeus.

A economia russa já sofre. Mesmo sem ter em conta futuras sanções, o FMI baixou fortemente as previsões de crescimento.

Para este ano, cortou a estimativa de 1,3% para apenas 0,2%. E no próximo ano espera 1% contra os 2,3% previstos anteriormente. A instituição evoca para tal os riscos geopolíticos, o fraco investimento e a débil procura interna.

E os efeitos sobre a economia poderão vir a agravar-se com novas sanções, como afirmou Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI.

A bolsa de Moscovo mostrou-se nervosa face à subida das taxas de juro e aos riscos de novas sanções que poderão visar o financiamento da economia.

Esta sexta-feira, o índice RTS perdeu 1,7% e o MICEX recuou 1,4%.