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Crise política na Ucrânia

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Crise política na Ucrânia

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O primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatseniuk, apresentou a sua demissão na quinta-feira, em consequência da desagregação da coligação parlamentar maioritária.

Segundo a constituição do país, o Parlamento tem agora dez dias para a provar a demissão ou rejeitá-la.

Volodymyr Groismann, vice primeiro-ministro encarregado das regiões, foi nomeado primeiro-ministro interino.

As reações à decisão de Yatseniuk não são unânimes.

“Não apoiamos a demissão de Yatsenyuk, nem tencionamos fazê-lo. Esperamos que Yatsenyuk reconheça que foi uma decisão emocional prematura e que continue a desempenhar as funções de primeiro-ministro”, disse Oleh Tyahnybok, líder do partido nacionalista “Svoboda”, que abandonou a coligação.

“Analisando o discurso que Yatsenyuk fez ontem no Parlamento, torna-se claro que ele está a pensar nas eleições”, afirmou Hanna Herman, do “Partido das Regiões”, na oposição.

A braços com a insurreição separatista e com graves problemas económicos, a Ucrânia atravessa o período mais crítico desde que se tornou independente da União Soviética, em 1991.