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Crise: Ucranianos dececionados com demissão de primeiro-ministro

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Crise: Ucranianos dececionados com demissão de primeiro-ministro

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O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseniy Yatsenuik, demitiu-se depois dos partidos que suportavam a coligação governamental, Oudar, de centro-direita, e o Svoboda (Liberdade), direita nacionalista, terem anunciado a saída. Está aberto o caminho para novas eleições legislativas neste país em crise.

“Os ucranianos sentem-se dececionados com a renúncia do primeiro-ministro, como confirma a correspondente da euronews em Kiev, Maria Korenyuk. “As opiniões divergem… Eles não sentem raiva, sentem-se dececionados com a decisão do primeiro-ministro de abandonar o cargo numa altura tão difícil para a Ucrânia. Mas devo dizer que a sua popularidade, na Ucrânia, continua elevada. A maioria das pessoas confessa que espera que ele volte, ainda, ao cargo de primeiro-ministro. Em relação a analistas e políticos, as opiniões divergem, também. Alguns políticos disseram-nos que na origem da renúncia podem estar alguns desentendimentos entre o primeiro-ministro e o Presidente Poroshenko. Outros afirmam que Yatseniuk já se está a preparar para as eleições legislativas e ao demitir-se agora, está a “salvar-se” de riscos impopulares extraordinárias como decisões orçamentais, austeridade e reformas sociais. Existe, ainda, outra explicação partilhada tanto por analistas como pelos políticos: Yatseniuk estava sob pressão emocional pois o governo estava a recusar algumas das suas iniciativas.”

Nesta altura difícil, a Ucrânia não pode permitir-se ficar sem liderança. O governo está em funcionamento? Têm legitimidade para tomar decisões?

“Sim. Neste momento em que a coligação governamental ruiu, quando o primeiro-ministro se demitiu, é crucial que a Ucrânia mantenha uma governação eficaz. Existem muitas questões ainda sem resposta como, por exemplo, o financiamento do exército, a reforma da legislação fiscal e o sistema de distribuição de gás da Ucrânia. O primeiro-ministro interino Volodymyr Groisman, assegurou que o governo vai continuar a funcionar, durante algum tempo, com a mesma composição que conhecemos e, por isso, não há razões para pânico”, reporta Maria Korenyuk.