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França localiza destroços do voo AH5017 no norte do Mali

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França localiza destroços do voo AH5017 no norte do Mali

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Os destroços do avião da Air Algerie, desaparecido ontem dos radares, foram localizados, na madrugada desta sexta-feira, no norte do Mali, perto da fronteira com o Burkina Faso.

A informação, avançada por várias fontes, foi confirmada pela presidência francesa, quando todas as possibilidades permanecem em aberto sobre as causas do despenhamento, com 116 pessoas a bordo, 6 das quais tripulantes de nacionalidade espanhola.

França afirma ter enviado um comando militar para assegurar a proteção do local do sinistro, assim como dos corpos das vítimas, entre as quais se encontram 50 cidadãos franceses.

O avistamento do aparelho tinha sido anunciado, horas antes, por um responsável militar do Burkina Faso, de onde o aparelho tinha descolado, na quinta-feira, com rumo à Argélia.

“Uma equipa encontrou restos de corpos humanos, sem conseguir avaliar de que se tratava, esta equipa confirmou ter visto o avião, a carcaça do aparelho completamente calcinada e disseminada por uma grande área de terreno”, afirmou o general Gilbert Diendere.

Os destroços do aparelho foram identificados pela força aérea francesa na região de Gossi, perto da cidade de Gao, no Mali, onde o exército francês prossegue uma operação contra os grupos islamitas da região.

Tanto Paris como Argel não descartam nenhuma hipótese, incluindo a de um atentado terrorista, embora as primeiras análises apontem para um possível acidente provocado pelo mau tempo.

Na última comunicação com terra, o piloto do aparelho, que fazia a ligação entre Ouagadougou e Argel, teria pedido para mudar de rota, face à aproximação de uma vaga de tempestades de areia que afetaram a região durante o dia de quinta-feira.

A companhia Air Algerie, que operava o aparelho, indicou que o avião teria sido desviado para evitar uma colisão com outro avião com destino a Bamako.

Trata-se do terceiro despenhamento de um avião registado nos últimos dias e do segundo a ocorrer numa zona de guerra, depois da queda de um aparelho da Malaysia Airlines, no leste da Ucrânia, alegadamente abatido por um míssil.