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Gaza ameaçada pela penúria de água e alimentos

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Gaza ameaçada pela penúria de água e alimentos

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As agências humanitárias em Gaza e a ONU alertam para a falta crescente de alimentos e água potável no interior do território sitiado, onde mais de 115 mil pessoas tiveram que abandonar as suas casas.

Os bombardeamentos dos últimos 17 dias afetaram pelo menos metade das estações de tratamento de águas e várias centrais elétricas, obrigando, ao mesmo tempo ao racionamento de bens de primeira necessidade.

Num entreposto de distribuição de alimentos, no norte da faixa de Gaza, os trabalhadores não escondem a urgência da situação, impedidos de trabalhar face aos bombardeamentos quase constantes.

“É preciso que as pessoas fujam desta zona para uma área mais segura”, afirma um dos funcionários.

Face aos ataques repetidos, mais de um milhão de pessoas enfrenta agora a escassez também de eletricidade, quando a corrente elétrica é fornecida apenas cerca de quatro horas por dia.

“Esta situação afeta-nos, em Gaza, mas também afeta os Israelitas, pois importamos todos os nossos produtos de Israel. Se não temos consumidores para estes produtos, como vamos poder continuar a comprá-los a Israel. E se não podemos importar é porque não temos eletricidade para alimentar os frigoríficos nem podemos distribuir os alimentos aos mercados da faixa de Gaza”.

O Programa Alimentar Mundial lançou um apelo há dias para arrecadar 10 milhões de dólares em ajuda urgente para a população de Gaza. Um esforço que se arrisca a esbarrar tanto no bloqueio atual ao território, como na ausência para já de um acordo de cessar-fogo.

“A população de Gaza prepara-se para enfrentar uma nova fase do conflito, pouco confiantes no progresso das discussões internacionais. E ninguém pode prever quanto tempo estes habitantes poderiam suportar a penúria crescente à medida que os ataques se intensificam”.