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Gaza: diplomacia quer trégua humanitária quando vítimas superam 800 mortos

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Gaza: diplomacia quer trégua humanitária quando vítimas superam 800 mortos

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Israel encontra-se sob o fogo das críticas depois de ter bombardeado uma escola da ONU na faixa de Gaza, num momento em que o número de vítimas da ofensiva militar supera já os 800 mortos.

O ataque contra a instalação, em Beit Hanon, provocou pelo menos 15 mortos e mais de duzentos feridos, segundo os serviços de saúde de Gaza.

Segundo testemunhas, o bombardeamento teria ocorrido no momento em que várias famílias aguardavam no pátio da instalação para serem transferidas para outro local.

O responsável da agência da ONU para os refugiados palestinianos, Chris Gunness, não esconde a revolta, “estas pessoas tinham procurado refúgio numa área protegida pela ONU. As partes beligerantes, em particular os israelitas, tinham recebido as coordenadas GPS precisas do local e sabiam o que se estava a passar nesta área, o que não impediu este ataque”.

O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon declarou estar “chocado” com a situação, tendo voltado a apelar a um cessar-fogo imediato.

Israel afirma estar a investigar a situação, mas para o porta-voz da diplomacia do estado hebraico, “há uma explicação simples que foi já evocada pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE numa declaração há alguns dias. O Hamas está a utilizar os seus próprios civis, civis palestinianos como escudos humanos”.

Face à ausência de um acordo de cessar-fogo entre o Hamas e Israel, fontes diplomáticas egípcias afirmam que uma trégua humanitária poderia entrar em vigor este fim-de-semana, a tempo do fim do ramadão muçulmano.

No sul da faixa de Gaza, duas aldeias, Khouzaa e Abassan, permanecem totalmente isoladas desde há vários dias, sob o fogo israelita, e sem qualquer possibilidade de transferir as vítimas para os hospitais da região.