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Líbia: combates em Tripoli precipitam evacuação de embaixada dos EUA

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Líbia: combates em Tripoli precipitam evacuação de embaixada dos EUA

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Os Estados Unidos suspenderam as atividades diplomáticas em território líbio depois de terem evacuado, este sábado, a sua embaixada em Tripoli.

A decisão de transferir todo o pessoal diplomático para a vizinha Tunísia foi justificada pelo secretário de estado norte-americano, John Kerry, com o aumento da insegurança na capital líbia, face ao intensificar dos confrontos entre milícias rivais junto ao aeroporto da cidade.

Em Paris, Kerry, falou de um “risco real para os diplomatas no terreno”, garantindo “as atividades diplomáticas foram suspensas em Tripoli, mas que a embaixada não vai ser encerrada”.

A Turquia tinha já tomado a decisão de evacuar os seus diplomatas da cidade, na sexta-feira, duas semanas depois do início dos confrontos.

Os enviados da Liga Árabe, da União Europeia e dos Estados Unidos, apelaram hoje a um cessar-fogo imediato no território.

Washington emitiu um novo alerta para que os cidadãos norte-americanos evitem deslocar-se ao país, afirmando, num comunicado que, “o governo líbio foi incapaz de reestruturar a polícia e o exército de forma a garantir a segurança no território”.

Trata-se da segunda vez que os Estados Unidos evacuam a representação diplomática na Líbia, depois de terem suspendido as atividades em Tripoli durante a revolta que levou à queda do regime de Muamar Kadaffi, em 2011.

Um ano depois, Washington tinha encerrado a representação em Benghazi, depois de um atentado ter morto um diplomata e três outros norte-americanos na cidade, inflamando as críticas à alegada falta de segurança da instalação.